A cidade de Caaporã se prepara para viver um momento histórico durante a abertura oficial dos festejos juninos. Nesta quarta-feira (25), será apresentada a maior pamonha do Brasil, com aproximadamente uma tonelada, em uma iniciativa que une cultura, tradição, geração de renda e valorização da agricultura familiar.
A produção da comida típica mobiliza mais de 30 cozinheiros, seis profissionais de apoio e voluntários, que trabalham desde terça-feira (24) na Escola Municipal Severina Helena. Para a confecção da pamonha serão utilizadas cerca de 25 mil espigas de milho, adquiridas junto a produtores rurais do município. A ação conta com o apoio do Grupo LOS e da Destilaria Tabu, parceiros na realização do projeto.
Além de valorizar a tradição e uma das comidas mais representativas do período junino, o projeto também fortalece a economia local. A gestão municipal realizou o corte de terra, distribuiu sementes aos agricultores e garantiu a compra da produção utilizada na receita.
“Caaporã é uma cidade de tradição. A gente já aprendeu com nossos avôs a fazer comida típica dos festejos juninos. Esse projeto nasceu desde os cortes de terra, a gente deu o corte da terra dos agricultores, doou a semente e compramos toda a produção. São quase vinte mil espigas de milho que foram comprados dos agricultores da cidade. Quer dizer, a economia girando no município”, destacou o prefeito Chico Nazário.
A expectativa é que a pamonha supere o atual recorde nacional, registrado no Mato Grosso, com uma unidade de 860 quilos. A homologação será realizada pelo RankBrasil, instituição responsável pelo reconhecimento de recordes brasileiros.
Após a conclusão do preparo, a pesagem oficial acontecerá na tarde do dia 25, na Destilaria Tabu. Em seguida, a maior pamonha do Brasil será levada ao Pátio de Eventos de Caaporã, onde receberá o troféu de reconhecimento e será distribuída gratuitamente à população.
A ação integra a programação do São João de Caaporã e reforça a identidade cultural do município, que preserva as tradições nordestinas e transforma a culinária típica em símbolo de valorização da história, da cultura popular e do trabalho dos agricultores locais. Mais do que a busca por um recorde nacional, o evento comemora a força das raízes culturais de Caaporã e a união entre poder público, iniciativa privada e comunidade em torno de uma das maiores expressões da cultura junina brasileira.






